Bonequinha de Luxo

Bonequinha de Luxo

segunda-feira, 15 de junho de 2015

A ATRIZ LAUREN BACALL E A ERA DE OURO DO CINEMA DE HOLLYWOOD: ILUSÃO E FANTASIA

 

CAPA Bacall

A atriz Lauren Bacall

 

 

A atriz Lauren Bacall é um ícone do cinema de Hollywood dos anos 40 por sua beleza talento. Bacall era elegante, magra e a sua marca registrada era o batom vermelho, as sobrancelhas arqueadas e os olhos verdes com cílios postiços.

Ela iniciou a carreira como modelo e teve uma chance quando surgiu na capa da Harper´s Bazaar. Depois disso, ela foi chamada para trabalhar em Hollywood com o diretor Howard Hawks.

 

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O seu nome era Betty Joan Perske e reza a lenda que depois ela mudou de nome e também mudou de voz, que era estridente e passou a ter um tom mais rouco, para se tornar uma das atrizes do cinema na época de ouro de Hollywood.

O seu primeiro filme foi Uma Aventura na Martinica de 1944, quando conheceu seu marido, Humphrey Bogart. Depois no filme À Beira do Abismo (Howard Hawks, 1946), Bacall surpreende o espectador ao interpretar a personagem rica e sofisticada: Vivien e ela cria o tipo de mulher picante e séria.

 

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Filme À Beira do Abismo - 1946

 

O filme foi baseado no romance de Raymond Chandler e que foi transformado num suspense noir, com muitos assassinatos e traições. Humphrey Bogart que interpreta o detetive particular Philip Marlowe, que é contratado para ficar de olho na filha caçula de general aposentado Sternwood (Charles Waldron) se apaixona por Vivien e ambos tentam descobrir o chantagista que incomoda a família.

Os diretores escalavam Bacall que fazia contraponto a Bogart: ceticismo irônico e sensualidade ao fumar. (Castro, 2002, p. 223)

 

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Lauren Bacall

 

Através dos cosméticos, do penteado e do seu figurino a atriz aparentava uma nova configuração de glamour, roupas e mistério.

 

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Figurino dos anos 40 barriga de fora e ombros estruturados

 

Nesta época, o cinema se torna referência para os novos costumes e expressos nos gestos das estrelas que surgiam nos vestidos de noite, com as costas e imensos decotes. (Nazareth, 2007, p. 60)

 

Bacall, Bogart e Marilyn

Bacall, Bogart e Monroe

 

As estrelas Hollywoodianas vestiam roupas de grife como Lauren Bacall e outras como Marilyn Monroe.

A era de ouro é o período que engloba os anos de 1930 a 1940 em Hollywood e os americanos encontram no cinema uma forma de se reafirmar, seja pelo drama, pela comédia de costumes, seja pelos faroestes ou filmes de gansgsters. Hollywood se torna a fábrica de sonhos e traz a um público de massa, sua dose de ilusão e fantasia.

 

A exposição  de Lauren Bacall em N. I.

 

O estilo de moda de Lauren Bacall este em exposição recentemente em Nova Iorque.

O estilo de se vestir de Bacall esteve recentemente numa exposição no museu de Nova Yorque

 

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Moda Dior - 1959

 

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Moda Givenchy -  1960

 

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Moda Pierre Cardin - 1968

 

A atriz  ganhou vários prêmios como o de conjunto da obra em 2010. Lauren Bacall faleceu de derrame cerebral em seu apartamento no dia 12/08/2014, em Nova Iorque. Lembra aquele trecho da canção “Vogue”, de Madonna, em que a cantora fala sobre ícones da moda de Hollywood.

 

Data da postagem: 15/06/2015 – Rosângela Canassa

quinta-feira, 11 de junho de 2015

O FILME NASCIDA ONTEM: O MODO DE VESTIR DO BREGA AO CHIQUE

 

 

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Judy Holliday e William Holden

 

O filme Nascida Ontem de 1950 conta a história do magnata do ferro-velho Harry Brock (Broderik Crawford) que leva a sua namorada Billie Dawn (Judy Holliday) para Washington. O seu objeto é de estabelecer um cartel ilegal com a ajuda de políticos, que ele iria ajudar financeiramente.

 

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Billie que é ex-prostituta e corista e normalmente ela vence o companheiro no jogo de cartas. Ela é engraçada e faz ironias ao se referir ao companheiro, que a trata de forma bruta e ignorante.

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Billie (Judy Holliday)

 

Billie é inculta, mas com a ajuda do jornalista Paul Verral (William Holden) contratado por Harry ela renasce ao falar corretamente e principalmente pensar por si mesma.

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Judy Holliday teve treze modelos construídos pelo figurinista que desenhou os trajes do estilo brega ao chique. Os primeiros modelos de Jean Louis eram justos demais considerando o peso da bela estrela e durante o filme pode-se perceber a evolução da personagem não só pelas roupas, mas também pelo seu interesse em aprender cada vez mais.

O diretor George Cukor foi o primeiro a dizer que Judy salvou a sua atuação junto ao público e poderia atuar com qualquer roupa, quando o filme foi lançado.

 

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Billie (Judy Holliday)

 

A atriz Judy Holliday ganhou o Oscar em 1951 e também o Globo de Ouro no mesmo ano de Melhor Atriz por sua atuação nesta  comédia incrível!

 

Ficha técnica:

Título original: Born Yesterday

Em português: Nascida Ontem

Ano: 1950

Direção: George Cukor

País: EUA

Costumer designer: Jean Louis

Elenco: Judy Holly, Broderik Crawfor e William Holden

segunda-feira, 1 de junho de 2015

O figurino de Bonequinha de Luxo: preto e ostentação

Holly Golightly (Audrey Hepburn)
 


O filme Bonequinha de Luxo (1961) foi baseado da novela de Truman Capote e é dirigido por Blake Edwards (1922-2010), diretor, produtor e roteirista norte-americano em 1961. A personagem Holly Golightly interpretada por Audrey Hepburn é de origem humilde e chega a Nova York com a intensão de casar-se com um homem muito rico.
Ela trabalha como garota de programa de luxo e descobre formas de fazer com que os homens paguem as suas contas de maneira fácil. O seu vizinho é Paul Varjak (George Peppard), que é um escritor e eles acabam se envolvendo, mas não muito sendo que ela tem medo de intimidade, que a faz ficar distante do loiro bonitão.



Audrey Hepburn e George Peppard
 


O seu gato de estimação chama-se apenas “gato”, pobre bichano, a dona não deu nome ao próprio animal de estimação.


  O gato de Holly  



Holly vive no mundo de fantasias e sem nenhum tostão, passa o seu café da manhã na frente das vitrines da loja Tiffany a única joalheria pela qual vale a pena circular na cidade e que a deixa feliz quando está muito triste. A personagem se tornou mais do que uma alpinista social ela é ícone da moda pelo seu bom gosto em vestir o seu pretinho básico desenhado pelo estilista francês Hubert de Givenchy.
Holly tem a preocupação em estar sempre bem-vestida e o espectador que gosta do mundo fashion se identifica com ela, que é considerada uma espécie de padroeira, segundo a revista Bravo. (Bravo, 2008, p. 13)


  Audrey Hepburn usa Givenchy

 
 

O filme trouxe a Hollywood muito sucesso, bem como, os produtos dele derivados e continua dando até hoje. A peça publicitária do filme adentra no mundo das expectativas e dos sonhos de realização de cada espectador e assim eterniza o filme no tempo e também a personagem tão bem interpretada pela atriz Audrey Hepburn.
 
 



 
 
 
Audrey Hepburn encontrou o costureiro francês Hubert de Givenchy, que foi seu costureiro ao longo de sua carreira depois deste filme. Os trajes que ele desenhou tem um tom de aristocracia e são inesquecíveis em Bonequinha de Luxo.Um observador astutamente descreveu a diferença entre uma moda de desenhista de traje e desenhista: “Quando Givenchy olhou para Audrey Hepburn, viu Audrey Herburn. Quando Edith Head olhou para Audrey viu Holly Golightly. (Landis, 2012, p. 181)
Algumas atrizes de Hollywood se tornaram ícones da moda e é porque elas expressam o bom gosto, a sofisticação e muita classe. Ao longo do século XX o diversificado cinema de Hollywood sempre exerceu poderosa influência sobre seus espectadores em termos do figurino inserido nos próprios filmes. Londres fará uma exposição da atriz em julho/2015.


 
Postado em 01/06/2015
Rosângela D. Canassa

Email: rocanassa@uol.com.br

segunda-feira, 18 de maio de 2015

A FOTÓGRAFA AMERICANA EVE ARNOLD E SUA CLIENTELA DE HOLLYWOOD


 


Eve Arnold (1912-2012) nasceu na Filadélfia/EUA e era filha de imigrantes russos judaicos. Ela foi casada e mulher de muito trabalho. A fotografia entrou na sua vida quando ela começou a trabalhar em um laboratório fotográfico de Nova York em 1946, onde descobriu sua paixão pelas imagens.




Eve Arnold


O famoso fotógrafo de Hollywood Robert Capa ao ver as suas fotos disse: “um misto entre as pernas de Marlene Dietrich e as vidas amargas dos colhedores de batatas”. Esta foi a sua descrição da fotógrafa e o seu estilo.



Marlene Dietrich fotografada por Eve Arnold


Em 1948, estudou na New School for Social Research sob a supervisão do lendário Alexei Brodovitch, diretor de arte da revista Harper's Bazaar.

A fotógrafa das celebridades também descobriu como o glamour e a constante exibição das atrizes de cinema formava um modelo irrealizável junto ao grande público, mas que as mulheres queriam copiar os cabelos, as roupas, maquiagem, etc.




                                               Eve Arnold e Lilli Palmer


A partir de 1951 Arnold trabalhou com a agência Magnum. Em 1957, foi nomeada membro da agência. 



                                                      Marilyn Monroe


Ao longo de sua carreira Eve Arnold transitou entre as reportagens sociais e fotos com Marlene Dietrich, Marilyn Monroe, Crawford e outras atrizes famosas de Hollywood, que foram imortalizadas nas telas do cinema.
  
Segundo Arnold a atriz Marilyn Monroe adorava a câmera e ir para o estúdio trabalhar. Um dia ela perguntou à celebridade a sua frente, que estava deitada nua e coberta apenas com um lençol: “Como você gostaria de aparecer?” Ela respondeu: “Como a Vênus de Botticelli...”

Arnold dizia que a atriz, às vezes aparecia complacente, outras vezes, quieta e indefesa. Mas, muitas vezes com vontade de jogar o jogo da seção.



                                                   Marilyn Monroe


A atriz Marilyn Monroe foi fotografada desde 1951 até a sua morte , por Arnold.
                                                  
Eve Arnold em 1960 mudou-se para Londres, onde viveu até a sua morte. Ela tornou-se uma das pioneiras do fotojornalismo mundial  e conquistou o reconhecimento internacional da crítica e do público por seus ensaios fotográficos sobre a China, o Afeganistão e a União Soviética. Ela dizia que o instrumento de uma boa foto não era a câmera, mas o fotógrafo.


Rosângela Canassa



Referência bibliográfica:

Moviebox - photographing the magic of cinema - Btitish Library, 2012. 

domingo, 30 de dezembro de 2012

Bruce/Batman: o figurino do Homem-morcego e da Mulher Gato

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Figurino de Batman

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Bruce Wayne

Bruce Wayne quando veste a roupa do homem-morcego, ele comporta-se como um herói, maneja armas, torna-se valente, violento e vingativo, impulsionado pelo seu ódio ao crime. Ele é um ser dual na medida em que vive um conflito moral e em luta consigo mesmo considerando o homem (Bruce) e a sua fantasia (o homem-morcego), vive sob disfarce para não ser identificado, ocultando uma ambivalência essencial em sua vida, em relação à sua verdadeira identidade. A sua duplicação é também como uma imagem no espelho, um símbolo da consciência, um eco da realidade, que é Bruce Wayne.

Enquanto que Batman é uma fantasia, é o outro lado do mesmo espelho. O seu objetivo é matar os bandidos que destroem Gotham como uma forma simbólica de matar o ladrão que assassinou seus pais.

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A fantasia de Batman

 

Para o autor Julio Cabrera, ao contrário de outros personagens que sofrem metamorfoses no cinema, se transformando em qualquer coisa, Batman não sofre nenhuma alteração em seu corpo (como sofre, por exemplo, Drácula), ele simplesmente veste uma roupa, utiliza um equipamento e adota uma personalidade nova, desenvolvendo atos insólitos do ponto de vista da vida habitual do milionário Bruce Wayne. A transformação é puramente externa, não afeta a personalidade de Bruce, mas somente sua atuação e seu comportamento seriam plausíveis, dizer que Batman e Bruce Wayne são, sem dúvida nenhuma a mesma pessoa. (Cabrera, 2000)

O autor também acrescenta que, quando ele está vestido e age como Batman, Bruce Wayne se torna irreconhecível para os outros. Ninguém diria que ele é Bruce Wayne, porque ele parou de agir como Bruce, de falar e de se comportar como Bruce. Parece que o comportamento funciona melhor como identificador do que a mera vestimenta.

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Símbolo de Batman

O critério que está considerando aqui é o reconhecimento por parte dos outros, isto é, um critério social, por meio do comportamento e não da roupa. E o verdadeiro critério é algo que não pode ser socialmente reconhecido, ou seja, a autoconsciência íntima e pessoal, precisamente o que permite que Bruce Wayne continue preservando sua identidade dupla, tão importante para o combate ao crime na cidade e se preservando.

Com a chegada do Coringa, alguém sem regra e sem conduta, ele continua com sua cruzada contra o crime. Ele aceita o seu destino, paradoxalmente, conduzindo a modificação desse mesmo destino. Ao parar de fugir (realizando as longas viagens), ele perde sua neurose (conflito interno) e conquista o equilíbrio.

O resultado é uma atitude diferente (ausência do medo da vida) que se expressa num caráter mais solidificado e se associa a um destino próprio. Terá coragem de viver e morrer, com consciência de que a sua missão é servir em Gotham City.

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Coringa

O escritor francês Gérard de Nerval (1808-1855)  assumiu a literatura como um projeto existencial e nele, como em poucos, a literatura e vida confundem-se e ligam-se intimamente, cabendo à literatura o papel de transcender o real. O essencial da sua obra foi publicado nos últimos anos de vida do autor: Voyage en Orient (1851), Les Illuminés (1852), Les Filles du feu (1851) e Aurélia (1855).

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Nerval

 

O escritor disse que: “O homem é duplo”, pois ele via a identidade própria como uma dualidade, um desdobramento, apto às vezes para indefinidas ressonâncias e disfarces, segundo J. P. Richard em Poésie et profondeur.

(Cirlot, 2005)

Para Nerval, o homem possui uma identidade com possíveis desdobramentos e ressonâncias, que desembocam numa dualidade. E a dualidade se observa também em suas obras e para alguns estudiosos o seu desdobramento ou duplicação, se referem a uma consciência da alteridade em suas narrativas de viagem.

Nerval, considerado por muitos como o precursor do Surrealismo era um sujeito atormentado com as suas crises de esquizofrenia, o que não o impediu de traduzir “Fausto”, a obra de Goethe.

A MULHER GATO E OS

FIGURINOS: O PRETO É BÁSICO

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Mulher Gato e Bruce Wayne

 

· O figurino pode servir para identificar um personagem e separá-lo da persona do ator. Os astros famosos têm presença constante nos meios de comunicação e se tornam familiares para o público. Mas, na tela eles precisam ser diferentes, por meio de seu figurino.

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Mulher Gato e Batman

· Seguir os vestígios do simbolismo de uma peça de roupa (como o couro negro) dentro de uma cultura pode ter um significado, mas dentro de outra cultura, um significado bem diferente.

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· A indumentária pode definir o tempo e o espaço em que a história é narrada. Ela pode contribuir para ser utilizada como um documento histórico ou como de Selina e seu figurino realista.

 

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Observação: o texto continua no blog:

www.faroartesepsicologia.blogspot.com

 

Rosângela D. Canassa

domingo, 16 de dezembro de 2012

Análise do filme: “A Felicidade não se compra”:

um conto de Natal

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James Stewart e Donna Reed

 

 

O filme A Felicidade não se Compra (1946) conta a história de George Bailey, um jovem de 28 anos, que deseja fazer muitas viagens, para conhecer o mundo, antes de entrar para a universidade.

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George Bailey (James Stewart)

 

 

George e o irmão vão para uma festa na escola da cidade e lá o protagonista conhece a irmã de um amigo, chamada Mary e eles iniciam o namoro.

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George e Mary (Donna Reed)

 

George teve que abrir mão de seu sonho de viajar pelo mundo para assumir a financiadora e construtora do seu pai, que falecera. Os irmãos Bailey faziam empréstimos financeiros para atender as necessidades de todos da pacata cidade de Bedford Falls.

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George emprestando dinheiro aos moradores da cidade

 

Nesta cidade havia um homem muito rico, o Sr. Potter, que tentava o tempo todo destruir a vida financeira de George.

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Lionel Barrymore (Potter)

 

A época é de Natal e a neve cobre as calçadas de Belford Falls. A cidade foi construída pelos estúdios da RKO, que hoje faz parte da Paramount. Os sets de filmagem que representavam a cidade ocuparam 4 acres, no rancho de Encino da RKO e ficou tudo muito cara toda a produção dos cenários. O Park Bailey foi recriado na Califórnia.

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RKO

Na véspera de Natal, George estava desesperado por causa de uma dívida e não tinha o dinheiro para pagar, então resolveu dar cabo da vida.

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Guarda Bert e George

 

George sem dinheiro para manter a firma e pagar os credores ele tenta o suicídio, mas se depara com um anjo enviado do céu, por um tal de José. George confessa ao anjo que não deveria ter nascido. Então o anjo mostra-lhe como seria a vida de todos na cidade, caso ele não existisse.

 

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Anjo Clarence (Henry Travers) e George (James Stewart)

 

A partir dos acontecimentos, desde a sua infância até aquele momento presente no filme, Clarence vai relembrando os fatos importantes da vida de George, por meio de flashbacks, até que ele percebe que o suicídio não compensa.

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A família de George e os amigos

NOSSOS HERÓIS DO CINEMA: O FEIO-INTERESSANTE

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James Stewart

 

Segundo Edgard Morin, o cinema é um espetáculo plebeu que se apropria dos temas do folhetim e do melodrama em que se encontram em estado quase fantástico, os arquétipos originais do imaginário, as aventuras de morte-sacrifício do herói. O realismo, o psicologismo, o happy end, o humor revelam precisamente a transformação burguesa deste imaginário. (Morin, 1980, p. 25)

Os grandes arquétipos masculinos desabrocham no cinema e os “feios-interessantes” também impõem seu encanto particular, acrescenta o autor. (Morin, 1980, p. 26)

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Frank Capra e James Stewart no set de filmagens

 

O diretor Frank Capra (1897-1991) fez muito sucesso em Hollywood porque ele demonstrava uma fé no homem comum, uma bondade intrínseca que existe no ser humano, conforme comentários do crítico Rubens Ewald Filho. A habilidade deste diretor não era tanto pelos temas, mas pela escolha do elenco.

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Atriz Donna Reed

 

Capra deixa a sua marca que é o corvo Jimmy, do Tio Bailey. Este corvo aparece em todos os filmes do diretor.

Apesar do fracasso de bilheteria o filme ganhou o Oscar de melhor trilha sonora, em 1947 e também ganhou o Globo de Ouro de direção.

O filme “A Felicidade não se compra” é considerado o melhor filme com o tema de Natal, pela TV americana.

UM ANJO CAIU DO CÉU

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Os amigos de George

Além do anjo, George também teve o apoio dos amigos que o ajudaram numa situação difícil. Os psicólogos dizem que, quando temos uma “rede de apoio”, virtual ou não, pode nos levar a melhores opções de saúde e também incentiva a valorizarmos as pequenas conquistas e alegrias do cotidiano. (revista Mente&Cérebro, 2012, p. 31)

Na cidade de Belford Falls, os cidadãos moravam em cortiços e ainda pagavam aluguel para o Sr. Potter. Com os empréstimos realizados pela firma dos irmãos Bailey eles puderam construir suas casas e morar num lugar melhor. Ele também ajudou a construir o Park Bailey, com casas a preço popular.

George desistiu de seu sonho de viajar pelo mundo, por um bem coletivo, ou seja, continuou trabalhando no escritório do pai, junto com o Tio Billy e seu corvo.

Além disso, o dinheiro que ele tinha guardado para as suas viagens no futuro, ele financiou os estudos do irmão mais novo (além de salvar a sua vida quando criança), que foi para a Marinha Americana.

George também custeou as despesas de viagem de Violet, para prosperar na cidade de Nova Iorque, em busca de um emprego e melhores condições de vida.

Apesar de George não acreditar em rezas, o seu anjo da guarda veio ao seu socorro quando ele mais precisava na véspera do Natal.

George é o próprio anjo da cidade de Bedford Falls e “toda a vez que toca um sino é sinal de que um anjo ganhou asas”!

 

 

“A moral, propriamente dita, não é a doutrina que nos ensina como sermos felizes, mas como devemos tornar-nos dignos da felicidade”.

 (Immanuel Kant)

 

Ficha técnica:

Título original: It´s a Wonderful life

Título em português: A Felicidade não se Compra

Direção: Frank Capra

Ano: 1946

Gênero: drama

País: EUA

Elenco: James Stewart (George Bailey), Thomas Mitchell (Tio Billy), Donna Red (Mary), Lionel Barrymore (Sr. Potter), Henry Travers (Clarence)

Referência bibiográfica:

1) MORIN, Edgar. As estrelas de cinema. Coleção Horizonte de Cinema. Ed. Livros Horizonte Ltda: Lisboa/Portugal, 1980.

2) Revista Mente&Cérebro – dezembro/2012

DVD - A Felicidade não se Compra – direção de Frank Capra

Sites consultados:

WWW.cineplayers.com/filmes

WWW.google.com.br

www.adorocinema.com

Rosângela D. Canassa/dezembro/2012